25 de Junho de 2009

A Catedral do Mar




Fugindo da servidão da terra e dos abusos de um senhor feudal, Bernat Estanyol chega a Barcelona com o seu filho Arnau nos braços. Após um ano e um dia a viver na cidade torna-se cidadão e, assim, num homem livre.

Estamos em 1320, e por estes tempos Barcelona é uma cidade próspera; cresceu até ao limite oriental, onde se situa o bairro dos pescadores, cujos habitantes decidem construir, com o dinheiro de uns e o esforço de outros um grande templo dedicado à sua padroeira: Santa Maria de la Mar.

É neste enquadramento tendo por pano de fundo a construção da igreja, que se desenrola a trama do romance. Paralelamente assistimos à evolução da atribulada vida de Arnau Estanyol, entre o casamento de seus pais em 1320 até á inauguração do templo em 1384. Nascido na servidão, Arnau vive uma vida repleta de reveses, foi palafreneiro, trabalhou como descarregador dos navios, guerreiro, cambista. Esteve às mãos da inquisição, foi amigo de mouros e judeus e por casamento recebeu o título de barão. Viveu lado a lado com o perigo, a injustiça, a ganância e a morte.

Sem dúvida um romance fascinante, que prende desde as primeiras palavras.

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